sábado, 30 de março de 2013


                  Formas de pegar nas Baquetas

Existem duas formas “básicas” para se pegar nas baquetas: Pegada Tradicional *(Traditional Grip) e Pegada Moderna**(Modern Grip).
Pegada Moderna

Pegada Tradicional

A Pegada Tradicional é a mais antiga, devido ao seu início ter criada para se tocar em grupos de fanfarra em pé, com a caixa presa a cintura, fazendo com que fosse muito confortável essa forma de tocar. Com o passar das décadas, essa forma foi aplicada na bateria, devido ao costume adquirido, sendo sua influência muito forte no jazz e até a década de 70.
A Pegada Moderna foi desenvolvida a partir da necessidade que os grupos de Rock da década de 60 tinha pela falta de volume(pegada) no som, tão importante ao estilo musical. Em torno disso criou um tabu, de que volume alto, só poderia ser alcançado com a pegada Moderna e que para ritmos lentos ou suaves, a Pegada Tradicional seria a mais indicada.
Mas com o desenvolvimento de uma técnica chamada, Moeller, desenvolvida pelo baterista: Stanford Moeller, esse paradigma foi quebrado. Essa técnica visa o aproveitamento de golpes, proporcionando total conforto, relaxamento e um som muito limpo do instrumento. Hoje é possível ver grandes bateras tocando Rock com a Pegada Tradicional a Exemplo tem: Virgil Donati, Thomas Lang, Jojo Mayer, o próprio Dave Weckl também. Do mesmo modo, ocorre com a Pegada Moderna, hoje vemos bateristas tocando Jazz, dessa forma, a exemplo, temos: Bill Stewart.

Técnica x Musicalidade, Sentimento x Velocidade.

Conseguir todo tipo de informação é muito fácil, pela globalização e pela unificação do mundo pela Internet. O que por um lado é bom, pois encontramos ótimos materiais de muita qualidade. Do outro é ruim, pois do mesmo modo encontramos muitas informações erradas, incoerentes, incompletas.
Essa nova geração tem uma oportunidade única, crescer em meio a tanta modernidade e ao mesmo tempo entender, ver e ouvir o passado. Hoje temos a possibilidade de compreender a formação da nossa história em todas as áreas.
Mas ao invés de termos mais sentimentos e sensibilidade, (falo isso tanto musicalmente, como nos relacionamentos), a “maioria” da juventude tem sido cada vez mais isolada e fechada para si, buscando interesses totalmente pessoais esquecendo-se do próximo.
Musicalmente isso se aplica ao instrumento, os jovens aprendizes de música estão preocupados em aprender a tocar 1000 notas por segundo, em andamentos muito rápidos. Em exercitar muito para ficar cada vez mais veloz e preciso.
Mas a onde entra o sentimento nessa linha entre o desenvolvimento técnico e a musicalidade?
Bom, cheguei à conclusão que os exercícios e a técnica, são apenas um “meio” e não o “fim”, ou seja, é o combustível do carro, é aquilo que possibilita expressar os nossos sentimentos a nossa musicalidade de forma livre, nada mais que isso! Quando toco não penso em exercícios, mas na sonoridade que quero extrair do instrumento em determinada situação.
E não o contrario, a técnica que nos dominar, o que infelizmente é a realidade.
Tem uma frase que me ajudou muito no desenvolvimento musical na bateria: “o que a música está pedindo?”
Quando fazemos essa pergunta estamos respeitando a música, os outros instrumentos. Muitas músicas são preenchidas por completo com apenas um chimbal e bumbo, já há outras que precisam de uma elaboração mais complexa do instrumento.
Resumindo, não podemos ter uma única visão, para cada música a uma abordagem diferente. 
Como desenvolver isso?
1. Ouvindo BOA música;
2. Fazendo aquela pergunta chave, “o que a música está pedindo?”
3. Respeitando os outros músicos.

Em breve estarei colocando uma grande lista de músicos que servem de referência para todos os instrumentos.

                                  40 Rudimentos

Os Rudimentos são uma parte fundamental no estudo da bateria, pois proporciona possibilidades infinitas de combinações, seja em ritmos, exercícios técnicos, de coordenação de independência, além do enriquecimento na linguagem musical, em viradas, frases e solos. Rudimentos (Manulação)!
Esses exercícios devem a priori, serem aplicados na caixa, podendo e devendo ser aplicado em toda bateria, em todos os andamentos e em todos os ritmos.





Afinação: como afinar uma bateria

Como todos os instrumentos melódicos, a bateria e a percussão, são instrumentos que se afinam. No nosso caso aqui, a bateria pode ser afinada de duas formas


1. Afinação definida ou precisa, por meio de um teclado ou diapasão;
2. Afinação indefinida ou não precisa, afinada a partir do gosto do músico.
Na afinação definida ou precisa, é utilizado um teclado ou diapasão, que é dada as notas como referência para afinação de cada tambor. Muitos músicos usam intervalos de terças, ou seguem: Sol maior 1º ton, Mi maior 2º ton e Si o surdo. É possível dependendo da complexidade musical ou da preocupação musical, afinar a bateria com as notas mais usadas em determinado repertório.
Já na afinação indefinida ou não precisa, o critério é o gosto do baterista, tendo o cuidado de deixar tudo soando bem, em conformidade. Usa-se falar que quando a caixa ‘apita’ muito ou vibra muito, é por que ela foi afinada por ‘simpatia’.
Particularmente essa segunda forma, é a que eu uso. Ouvindo muita música, prestando atenção não apenas na bateria, mas em todos os instrumentos, é possível desenvolver habilidade e sensibilidade musical, para que o ouvindo perceba de imediato, alguma coisa soando errada. Quando afino penso em deixar os tons, o mais definido possível, a caixa com um som de curta duração do mesmo jeito o bumbo, sempre respeitando a regra de afinar o parafuso inverso ao ultimo afinado, ou em ‘x’.
Hoje em dia, existem vários aparelhos para afinar bateria e percussão, que quando colocados sobre a pele, próximo a cada parafuso de afinação, captam com grande sensibilidade a vibração da pele, mostrando em um ponteiro com marcadores, o número de vibrações, isso ajuda muito a vida, por que depois de feito em um parafuso, é só passar para outro, em poucos minutos seu instrumento está totalmente afinado. Todos nós sabemos que as notas partem de vibrações por segundo, por exemplo: Lá são 440 vibrações por segundo.
Também existem algumas marcas de bateria que revolucionaram o sistema de afinação, implantando aros com apenas ‘UM’ parafuso, quando apertado, toda a pele é esticada em uniformidade, conseguindo um som muito mais bonito e preciso.

1. Afinação definida ou precisa, por meio de um teclado ou diapasão;
2. Afinação indefinida ou não precisa, afinada a partir do gosto do músico.
Na afinação definida ou precisa, é utilizado um teclado ou diapasão, que é dada as notas como referência para afinação de cada tambor. Muitos músicos usam intervalos de terças, ou seguem: Sol maior 1º ton, Mi maior 2º ton e Si o surdo. É possível dependendo da complexidade musical ou da preocupação musical, afinar a bateria com as notas mais usadas em determinado repertório.
Já na afinação indefinida ou não precisa, o critério é o gosto do baterista, tendo o cuidado de deixar tudo soando bem, em conformidade. Usa-se falar que quando a caixa ‘apita’ muito ou vibra muito, é por que ela foi afinada por ‘simpatia’.
Particularmente essa segunda forma, é a que eu uso. Ouvindo muita música, prestando atenção não apenas na bateria, mas em todos os instrumentos, é possível desenvolver habilidade e sensibilidade musical, para que o ouvindo perceba de imediato, alguma coisa soando errada. Quando afino penso em deixar os tons, o mais definido possível, a caixa com um som de curta duração do mesmo jeito o bumbo, sempre respeitando a regra de afinar o parafuso inverso ao ultimo afinado, ou em ‘x’.
Hoje em dia, existem vários aparelhos para afinar bateria e percussão, que quando colocados sobre a pele, próximo a cada parafuso de afinação, captam com grande sensibilidade a vibração da pele, mostrando em um ponteiro com marcadores, o número de vibrações, isso ajuda muito a vida, por que depois de feito em um parafuso, é só passar para outro, em poucos minutos seu instrumento está totalmente afinado. Todos nós sabemos que as notas partem de vibrações por segundo, por exemplo: Lá são 440 vibrações por segundo.
Também existem algumas marcas de bateria que revolucionaram o sistema de afinação, implantando aros com apenas ‘UM’ parafuso, quando apertado, toda a pele é esticada em uniformidade, conseguindo um som muito mais bonito e preciso.

terça-feira, 26 de março de 2013

COMBINANDO MÃOS E PÉS - EXERCICIO


É importante desenvolver o equilíbrio e destreza entre mãos e pés. Além de fortalecer os grooves, a combinação destes dois elementos pode ser aplicada em fills, frases, solos, etc.

Exercícios
Procure manter a mesma força para mãos e pés e verifique se todas as notas estão com a mesma sonoridade, independente da combinação proposta.
A - Semínimas

ESCRITA CONFUSA E ESCRITA CLARA!!


No caso da bateria, como representamos vários instrumentos ao mesmo tempo (bumbo, caixa, tambores, pratos, etc.), posicionamos as hastes de maneira que a escrita fique clara. Observe a diferença, nos exemplos abaixo:
Os colchetes também são usados para determinar a duração da nota. Uma haste pode ter até quatro colchetes. Estudaremos este conceito mais tarde.

COORDENAÇÃO LINEAR PARA MÃOS PARTE 1


Antes de praticar estes estudos, esteja certo de que você tem um bom domínio sobre algumas técnicas básicas como o toque simples, toque duplo, paradiddle, buzz roll e conheça a diferença entre os rulos abertos e fechados.

Verificado isto, o próximo passo é fazer a combinação destas técnicas, pois é raro usarmos somente uma técnica quando estamos executando uma música.

Vamos dividir este estudo em 3 partes.


Parte 1 - Toques duplos e simples

Tenha sempre em mente que você tem que ter controle sobre a tensão dos músculos. É natural que os iniciantes fiquem um pouco tensos, mas é preciso eliminar tudo o que seja prejudicial para a música e para sua saúde.

Um exercício que você deve praticar para melhorar sua habilidade entre toques duplos e simples é tocar padrões de acentos como aqueles encontrados no livro “Syncopation” de Ted Reed. Faça os acentos como toques duplos e as outras notas como estão escritas [e vice-versa]. Se concentre para fazer os toques duplos precisos e de uma maneira confortável. Outra coisa - esteja certo de que você praticou os exercícios de acentuação num andamento lento, médio e rápido. Desta maneira, você terá um melhor controle e estará pronto para tudo.




Agora coloque este estudo num contexto musical. Pegue um ritmo de rock ou um padrão de jazz e toque dois compassos de ritmo e dois de acentos. No compasso de acentos mantenha o tempo tocando um instrumento com um membro qualquer (por exemplo, o chimbal com o pé esquerdo).



Outra ideia seria inserir uma leitura simples numa sequência de toques duplos. Para isto, mantenha os toques duplos constantes em semicolcheias, em notas fantasma e “isole” as figuras da leitura, transformando-as em colcheias. Isto também é útil no desenvolvimento de fills para serem usados em vários contextos musicais.




Você pode praticar estes exercícios também com ostinatos de bumbo e chimbal, como por exemplo, os pedais de baião.